Da TV ao Snapchat: como o conteúdo em vídeo irá impactar sua vida

- Mídia

Há algum tempo já é notória a queda do consumo e relevância da TV como o meio dominante nas casas mundiais e brasileiras.

Embora o Brasil comece a sentir essa queda mais significativamente há pouco tempo, outros países sentiram uma redução superior do consumo de TV tradicional. Segundo o estudo Digital Video and the ConnectedConsumer, esse recuo foi de 13% globalmente.

Eu acredito que, não importa a ferramenta de consumo, o vídeo sempre estará nos centros das atenções. Seja um canal de TV, Netflix, Youtube ou um streaming direto de algum lugar.


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Percebemos, mais claramente, essa mudança com a galera do Porta dos Fundos. Atualmente com mais de 10 milhões de inscritos, o grupo atingiu números superiores a programas da TV tradicional e provou que acertou bonito, acertou rude. São 1,6 BILHÕES! de visualizações em todos os vídeos.

Pensando nessa *nova* forma de se consumir conteúdo, resolvi listar algumas ferramentas que apontam como alternativas relevantes e que está atraindo a atenção:

NETFLIX







Acesso a filmes, séries e programas on demand. O grande diferencial são os conteúdos originais, como as séries House Of Cards e Orange Is The New Black. São mais de 50 milhões de assinantes em todo o mundo e mais de 2 milhões no Brasil. Outros serviços parecidos também buscam um lugar ao sol nesse setor.


TV POR ASSINATURA “ON DEMAND”


Como resposta ao Netflix, os principais grupos de comunicação da TV por assinatura criaram sua versão on demand. É possível assistir a alguns programas, além de conteúdo ao vivo.

O problema é que não são conteúdos exclusivos. Dependem da assinatura do pacote de TV. Mas, nos EUA, o HBO já trabalha como uma ferramenta independente e passa a ser um concorrente direto ao Netflix. É questão de tempo para chegar aos demais canais.


YOUTUBE 




O Youtube começou como uma reunião de vídeos fofinhos de gatos e bebês amadores. Hoje está focado em conteúdos mais elaboradores e frequentes, como verdadeiros canais.

O impacto é muito maior no público jovem. Os ‘youtubers’ transmitem informação, conteúdo e opinião que conversam diretamente com esse público.

Como esse post do Youpix que classificam os ~youtubers~ “não são apenas como caras falando pra uma câmera”, eles são criadores de conteúdo que influenciam a cultura e se transformaram em verdadeiros agentes de transformação do nosso tempo: eles têm atitude, são criativos, têm opiniãodiscutem e ensinam coisasmuitas coisasquestionam o status-quoinspiramentretêm e eles fazem todas essas coisas sob uma perspectiva muito humana e muito realPor isso, criam tanto identificação nas pessoas e acabam gerando fanbases gigantescas, engajadas – e, sim, muitas vezes histéricas.”

A coisa está chegando num nível tão grande que o impacto está crescendo absurdamente no público mirim. Diversos criados de conteúdo, de 8 a 14 anos, têm despontado no Youtube e carregando um legião de fãs.

São vídeos com quase 5 milhões de visualizações, como o da Julia Silva!


Cuidando da Katie e da Charlie - Baby Alive Julia Silva

STREAMING

Qualidade cada vez melhor da internet e smartphones mais potentes estão fazendo com que os apps de streaming bombem.

Na Coreia do Sul, esse já é fenômeno em prática. Os chamados BJs aproveitam a internet de altíssima qualidade para transmitirem seus conteúdos instantaneamente. A audiência chega a 3 MILHÕES de pessoas por dia, através do Afreeca.


Seguindo essa tendência, dois novos apps estão batalhando para ser a principal ferramenta de streaming móbile. O Periscope e o (recente adquirido pelo Twitter) Meerkat.

Eles são uma ferramenta simples e fácil de transmissão e recebimento de conteúdo. Agora você não vai só gravar um vídeo do show e postá-lo no Facebook. Vai transmiti-lo ao vivo.


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PLUS: SNAPCHAT

Parece mais um aplicativo voltado para o público jovem que só quer realimentar a cultura do selfie. Mas o snapchat tem uma premissa interessante de transmissão de conteúdo.

As redes sociais comuns estimulam a gordura do ego. Que você precisa ter mais likes, mais compartilhamentos e precisa ter uma vida espetacular.

O snapchat vai na contramão disso tudo. Não existe likes e compartilhemos. É um retrato mais fiel do que está acontecendo com a outra pessoa, sem grandes edições. E o conteúdo simplesmente desaparece depois de 24 horas. Não existe um perfil com o histórico de tudo que você fez. É a cultura do agora.

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Ainda acho que a TV pode ter um papel importante nesse universo de diversos conteúdos. Pode ser um agregador do que de melhor rolou nisso tudo que disse, mas isso só o futuro vai dizer.

Por: Bruno Chaves